sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Papo só nosso.

Fala Boní!
Tá por aí?
Oi, Boní
Tô por aqui.


(Marina e Marcelo)

Familiares

Do sonho ao sarro
Os restos que ficaram
Um oi, um nada.
Tchau.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Confete me cai
Haikai no Rio, carnaval.
O bloco se vai.
Amor de carnaval
e chuva de verão:
Quanto desastre!
Tchau e vá pra longe.
Volte em mim morar.
Estrias da vida!
A flor desabrocha:
É natureza viva.
Homem brocha, não
Mais uma noite ele dormiu em mim
E mais uma vez eu acordei sem ele.
Adoço com o sorriso do sonho
Pra engolir o desamor dos dias.

Amigo.

Eu sinto ódio e isso nunca me matou.
Já quis te matar, mas no fundo é rancor.
Bitus são flores,
Flores vivas no chão.
Pétals douradas
formam asas e lembranças,
lembram crianças e garrafas.
Infinitas primaveras na infância.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

você, pra mim,
três pontos,
sem fim...
leveza de leve
lava e acalma:
cuidados à alma.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

E saem formigas e salivas,
Pela boca, aceleradas.
Cuspidos, palavras e olhares cortam
o pudor conservador.
Deslizam vermes e tripas,
Escorrem por todos os buracos.
E no cheiro do vômito: clareza.
Que seja a sinceridade quente,
Falsa harmonia e bela, falha.
E a fala peneirada que causa nojo?
Viva o gozo, o Bozo e o ódio!
Um brinde à falsa ética!

Registro.

Paixão é mandinga vassala,
Nela eu quero me atrapalhar.
Faz sangue ferver,

querer
viver,

e o copo borbulhar.
Não quero alho, nem reza
Deixe o inferno reinar!

domingo, 24 de outubro de 2010

Degradação

Vamos colocar os pingos no is:
Há diferença entre grafar
Pedagoga e Pedagogia.
Quem dera se a diferença
não fosse o H de hipocrisia...

Insônia

De sono, nada
Madrugada a dentro
Vi acordada.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

De tantos
eu estou:
Eu sou.
Eu sou.
Eu sou.
Só.

O vazio

Cheio de branco,
de calma, sem pranto.
Com tons de cinza
no corpo magro da menina.

Nu.

Ali-en-ação: família.
Quem veste a camisa?
Tiro a roupa todo dia.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

a .................. estética
.............................
......... me ................
.............................
c ...........................
a ...........................
n ...........................
s ......................... a

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Um beijo,
um cheiro
e
pronto.
O final
já sabe.

Pouca luz,
pouco ar.
Inverno com V
é passageiro, vai.
Com F, é paixão!
A timidez lá
Cá, cotovelo fala
Cá lá dos beijam.
movi-mente-se
sem regra.

acaso, de repente.

deu acaso
deu de repente
deusa caso
deus repente

Coni

O cheiro que colore em texturas a ida ao mercado
traz a doce lembrança engaiolada
de um amor vívido que enquanto vivo, impraticado.
Retoma culpa esfarelada em arrependimento
e um orgulho concreto no sangue corrente.

Lá se vão elogios, história e saudade.
Manias, mãos, meninas e meninos.
O Sebastião vai, o orgulho fica e o cheiro impregna.
Olhos, medíocres olhos
Olhos permitem o limite
Almas que pouco enxergam.

Olhos, sensíveis olhos
Olhos veem além
Almas que voam longe.

Olhos, interpretativos olhos
Olhos pluralizam o mundo
Almas que se acham quem.

Olhos, brilhosos olhos
Olhos despudorados
Almas que viram fumaça.

Olhos, infinitos olhos
Olhos moram em mim
Almas que defrontam multifacetadas.
A agonia é um nó verde escuro que amarra a gente por dentro
É suspiro atrás de suspiro pra tentar aliviar a amargura que vem de lá
Mas, quando de repente, bem de repente, vem a primeira lágrima...
A segunda, a terceira e toda a família deságuam na pele e correm de mim.

Tavares

Depois de tantos desenhos e bilhetes
hoje eu vim dizer que sempre fez falta.
Seria menos uma aliança, uma cama diferente.
Uma casa menos, uma casa mais, uma casa outra.
Na lembrança um rosto enrugado e não uma foto recuperada.
No corpo um abraço e não a distância da morte.
De Malaquias eu sou Tavares de sangue e saudade.

é tropicália
movi-mente-se
alegria, alegria!

Caro amigo semáforo,
venho por meio destes versos sem regra
pedir-te desculpa por desacato à autoridade.
Por inúmeras vezes ultrapassei suas vontades,
fiz do vermelho o verde e do amarelo, velocidade.

Amora

primavera
aflora
cor
amor
agora
mil
flores
por
hora